3 de jun de 2017

142. KUBO E AS CORDAS MÁGICAS (2016)

Sou completamente apaixonado por animações, principalmente as feitas em stop-motion. Desde o dia em que assisti 'James e o Pêssego Gigante' passei a acompanhar todos os grandes lançamentos feitos com essa técnica. Nos últimos 10 anos Hollywood viu a ascensão do Laika, um estúdio de animação completamente focado na técnica de stop-motion. Entre os filmes produzidos por eles estão 'A Noiva Cadáver', 'Coraline', 'Paranorman' e 'Os Boxtrolls'. 'Kubo' é o projeto mais recente e, na minha opinião, só não é mais fraco do que 'Os Boxtrolls'. Visualmente 'Kubo' é absurdamente fantástico. Em um um mundo justo, o filme ganharia os Oscars de Melhor Fotografia, Figurino e Direção de Arte facilmente. Os cenários são lindos, os personagens cativantes e a animação nunca esteve tão fluída na tela. O problema de 'Kubo' é seu roteiro tosco, previsível e cheio de clichês. Sempre fui defensor do termo 'clichê' pois acredito que tudo é questão de como o clichê é inserido no filme. Os clichês de 'Kubo' incomodam pois o roteiro tenta fazer eles serem pontos de virada na narrativa e trata eles como surpresas. O problema é que as revira-voltas são óbvias e o modo como o roteiro constrói elas é mais óbvia ainda, fazendo as revelações soarem desnecessárias. Aqui também temos a clássica jornada do herói colocada na tela da forma mais convencional possível. Para aqueles que conhecem a jornada do herói, fica evidente por onde o filme vai se desenrolar, já que ele não quebra essa jornada em nenhum momento. Felizmente, o visual do filme é estarrecedor demais e faz com que esses problemas no roteiro sejam menos problemáticos. Nossa mente fica tão vidrada no visual que muitas vezes perdoamos o roteiro fraco. Ainda que o filme tenha muitas qualidades técnicas, é impossível não se incomodar com o modo como a história é desenvolvida. (Kubo and the Two Strings. Dirigido por Travis Knight. Com Charlize Theron e Ralph Fiennes. Aventura. 101 min.)

NOTA: 5.5

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