26 de abr de 2017

134. LOGAN (2017)

Demorou mas finalmente a Fox entregou um filme absurdamente bom do Wolverine. O triste é que eles só foram acertar no fim. Hugh Jackman já avisou que não volta mais (algo que duvido) e dificilmente 'Logan' terá uma sequência. O filme tem ação, tem aventura, mas eu colocaria ele facilmente na categoria de Drama. Este último filme do Wolverine é totalmente focado nos personagens e em como eles se relacionam. Um filme desses obrigatoriamente pede cenas de ação, mas elas não estão ali para cumprir cota, mas sim como consequências dos atos dos personagens. Logan nunca foi tão bem escrito e tão bem atuado. Seria bastante justo ver Hugh Jackman figurar nas premiações de fim de ano. Patrick Stewart nos apresenta uma visão totalmente diferente do Professor Xavier e explora ele de uma maneira fenomenal, deixando ele ainda mais carismático. O vilão não chega a prejudicar o filme, mas também não agrega em nada. E então chegamos á Dafne Keen como Laura, ou X-23. O universo X-Men da Fox é cheio de personagens muito interessantes e a X-23 talvez seja a mais interessante agora. Ela possui um passado bastante nebuloso e um futuro bastante incerto, e isso dá uma enorme liberdade para o estúdio explorar ela. Fisicamente, seus poderes lembram muito os do Wolverine, e fica claro que ela está ali para fechar o buraco que o personagem vai deixar no universo da Fox. Enquanto lá na Marvel Studios todo futuro já está estabelecido e jogado na mídia, aqui tudo ainda é uma surpresa. Ninguém sabe ao certo para onde o Universo X-Men vai, nem como eles vão inserir a X-23 no contexto deles. O que importa é que eles continuem fazendo bons filmes como 'Logan', tratando os filmes como verdadeiros estudos de personagens. Tomara que a lição tenha sido aprendida. (Logan. Dirigido por James Mangold. Com Hugh Jackman, Patrick Stewars e Dafne Keen. Drama / Ação. 137 min.)

NOTA: 9

24 de abr de 2017

133. KONG - A ILHA DA CAVEIRA (2017)

Universos compartilhados estão na moda. Primeiro teve 'Freddy vs. Jason', depois 'Alien vs. Predador'. Então veio o universo da Marvel, da DC e agora dos Monstros. A Legendary Pictures lançou em 2014 'Godzilla', um filme imperfeito, mas satisfatório como um todo. Quase 3 anos depois chega 'Kong - A Ilha da Caveira', o segundo filme do Universo de Monstros que a Legendary está criando. Esqueça o remake de 2005 feito por Peter Jackson, este aqui segue uma linha narrativa totalmente diferente e também tem uma pegada mais pop/blockbuster. Vi muitas pessoas reclamando que o roteiro é fraco e os personagens são mal escritos. O roteiro é fraco sim, mas em nenhum momento ele se propõe a ser mais do que ele é. Já no início ele se coloca na categoria de 'Filme B', com diálogos expositivos e um estilo de atuação bem teatral. O elenco em geral está ok, com atuações bem canastronas que reforçam essa vibe de 'Filme B'. Eu não lembro do nome de nenhum personagem e, para mim, quem estava ali era Samuel L. Jackson, Brie Larson, Tom Hiddleston e etc. Creio que chamaram atores famosos justamente para o público ter mais facilidade em se envolver com os personagens. Mas como eu disse, o foco do filme não é esse. O foco é o Kong e as cenas de ação. E MEU DEUS... as cenas de ação desse filme são incríveis. O bicho está enorme, muito maior do que era retratado antes. O design está excelente e lembra MUITO o original de 1933. As cenas de ação são perfeitamente coreografadas e filmadas de um jeito tão lindo que me deixou com os olhos brilhando. No fim das contas 'Kong - A Ilha da Caveira' cumpre muito bem aquilo que promete. A Legendery nos entregou um blockbuster B, com um ritmo frenético e uma fotografia arrebatadora. Divertido do início ao fim. (Kong - Skull Island. Dirigido por Jordan Vogt-Roberts. Com Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, John Goodman, Brie Larson. Aventura. 118 min.)

NOTA: 7.5

19 de abr de 2017

132. A BELA E A FERA (2017)

Quando a Disney começou com essa mania de refilmar seus próprios clássicos, a primeira coisa que pensei foi: 'A Bela e a Fera' <o>. Sou muito fã da animação de 1991, ainda ouço as músicas da trilha sonora e sei as falas de cór. Enfim, finalmente assisti ao remake e eu não tenho ainda uma opinião formada. O filme acerta mais do que erra, mas os acertos são os mesmos do desenho animado. Achei ótimo a maioria das cenas extras, como a importância que eles dão ao pai da Bela, mostrando o passado dele. Também ficou mais crível o romance entre a Bela e a Fera, já que no desenho era algo muito repentino. Emma Watson está excelente como Bela e acredito ter sido a escolhe mais certeira do filme. Os problemas começam quando prestamos atenção no visual e decidimos compará-lo com a animação. Aqui ele poderia se assumir um musical de raiz e ter vários números com dança. Na animação é perdoável pois animar coreografia é extremamente difícil. Mas em um live-action fica a sensação de oportunidade perdida. Os personagens do castelo também poderiam ter um visual mais cartunesco e não tão realista. Ás vezes fica difícil ver onde estão a boca e os olhos dos personagens. E finalmente chegamos o ponto mais importante do filme: A Fera. Ele é o personagem-título e deveria ter sido tratado com tamanha importância. A animação da Fera em CGI ficou com uma qualidade bastante duvidosa, sendo poucos os momentos em que a criatura parece autêntica. A boca se mexe de forma estranha e a interação com a Emma Watson ficou muito fora de sincronia. Talvez eu tenha ficado atento a todos esses detalhes por ser fã do desenho. Vi muitas pessoas que não tinham esse vínculo com a animação e acabaram amando o live-action. No geral o filme me agradou, mas é impossível não prestar atenção nos erros dele. (Beauty and the Beast. Dirigido por Bill Condon. Com Emma Watson e Dan Stevens. Musical. 129 min.)

NOTA: 6.5

17 de abr de 2017

131. MOANA (2016)

Tá sendo tão bom vivenciar essa nova fase da Disney. Desde 'Enrolados' - em 2010 - o estúdio vem produzindo filmes que são enormes sucessos de bilheteria e aclamados tanto pela crítica quanto pelo público. O Oscar de Melhor Animação existe desde 2001, mas a Disney só foi ganhar esse prêmio em 2013 com 'Frozen'. No ano seguinte ganhou novamente com 'Operação Big Hero' e esse ano mais uma vez com o excelente 'Zootopia'. Em 2016 a Disney lançou 2 filmes no mesmo ano. 'Moana' chegou em novembro, marcando a 56ª animação produzida pelo estúdio. O filme lembra bastante as produções nos anos 90, onde as músicas tinham uma pegada bastante pop e uma importância enorme pra narrativa dos filmes. 'Moana' é um musical cheio de canções excelentes que misturam o pop americano com o tribal indígeno havaiano. As letras falam muito sobre os personagens e desenvolve os mesmos de maneira formidável. A musica 'You're Welcome', cantada pelo Dwaye 'The Rock' Johnson, é certamente uma das mais divertidas e fala muito sobre quem é aquele personagem. Já 'How Far I'll Go' é a clássica música Disney, cantada pela protagonista onde ela fala sobre suas ambições e sonhos. A música é linda e toda encenação dela é maravilhosa. E seguindo na linha de desconstrução da clássica fórmula de contos de fadas, a Disney cria aqui personagens absurdamente cativantes, sem nenhum interesse amoroso e sem um vilão muito específico. Até existe uma criatura a ser enfrentada no terceiro ato, mas ela serve muito mais como um desafio do que como um vilão em si. 'Moana' é uma obra fenomenal, visualmente estonteante e com uma trilha sonora viciante. Mais um clássico instantâneo para a filmografia do estúdio. (Moana. Dirigido por Ron Clements e John Musker. Com Auli'i Cravalho e Dwayne Johnson. Aventura. 107 min.)

NOTA: 10

13 de abr de 2017

130. O CHAMADO 3 (2017)

O livro de Kôji Suzuki inspirou uma enorme variedade de filmes e seriados. Tem o universo japonês com 8 filmes e 2 minisséries para a TV. Tem também o universo americano com os 2 filmes mais um curta-metragem. E existe um remake Koreano feito em 1999. De tudo isso, apenas o filme original e o remake americano são realmente bons, o resto é cheio de altos e baixos. Ou seja,  'O Chamado 3' tinha tudo pra ser um filme excelente, pois  o  que não falta é referência para decisões erradas no universo. Infelizmente o filme não chegou a aproveitar todo esse potencial, mas uma parte de mim gostou do filme. Já é normal eu só falar bem dos filmes, só tem críticas positivas aqui no blog. Mas sei lá, eu realmente me envolvi na trama e achei o visual lindo. As atuações foram péssimas mesmo, e algumas escolhas do roteiro me incomodaram. O filme começa seguindo um personagem interessante e de repente começa a seguir a história de outros personagens que não tinham muito o que acrescentar. Ok, passado isso a narrativa segue exatamente a mesma fórmula do americano. Não acho isso nem um pouco ruim pois estamos no mesmo universo e faz parte que isso aconteça. O chato é que em vários momentos o filme soa quase como um remake, tendo EXATAMENTE a mesma linha narrativa e acontecimentos do filme original. Só que o filme original é um baita filme, então acho que vale a pena para aqueles que não se importam de ver mais do mesmo (como eu). Para aqueles que preferem novidade e uma expansão bem trabalhada do universo, o filme é uma decepção. Principalmente levando em conta todo potencial que ele tinha. No fim, acabei ficando em cima do muro, gosto e não gosto. (Rings. Dirigido por F. Javier Gutiérrez. Com Matilda Lutz, Alex Roe, Johnny Galecki e Vincent D'Onofrio. Terror. 102 min.)

NOTA: 5

6 de abr de 2017

129. EU FICO LOKO - O FILME (2017)

Christian Figueiredo é outro youtubber que eu costumo ver os vídeos. Na verdade eu acompanho mais o daily vlog do que os vídeos principais. Adoro ele, mas o fato de o filme retratar sua própria vida era algo que me incomodava pelo fato de ele ser tão jovem. Grande parte das biografias acontecem depois que a pessoa morreu ou quando já está numa idade avançada, pois tem mais histórias para retratar. No fim das contas 'Eu Fico Loko - O Filme' funciona muito bem e certamente vai agradar o público alvo. O roteiro é recheado de clichês e brinca com a - já saturada - fórmula do garoto que sofre bullying e dá a volta por cima depois do colegial. Ao contrário do fraco 'É Fada', o filme de Christian tem um visual lindo, com uma fotografia muito bem trabalhada e uma misancene bem construída. A opção de misturar cenas documentais no início e fim do filme também foi uma sacada certeira e que vai fazer muitos fãs chorarem. O elenco está ok, e o ator que interpreta Christian até que fez um trabalho divertido. Não consigo ter todo esse preconceito com youtubbers que a maioria das pessoas tem, principalmente pelo fato de eu entender perfeitamente o trabalho deles - mesmo sabendo que o público alvo deles tem metade da minha idade. Acho interessante essa migração para o cinema e incentivo isso. Aos poucos as coisas vão melhorando. A diferença na qualidade entre 'É Fada' e 'Eu Fico Loko - O Filme' é absurda, e 'Internet - O filme' melhora um pouco mais as coisas ao apresentar uma nova dinâmica. Eu acredito que em breve teremos um excelente filme saindo desse 'pessoal da internet', pode escrever. Enquanto isso a gente fica com o fraco 'É Fada' e o ok 'Eu Fico Loko - O Filme'. (Dirigido por Bruno Garotti. Com Filipe Bragança. Comédia. 93 min.)

NOTA: 6

3 de abr de 2017

128. É FADA (2016)

Eu preciso começar dizendo que sou fã da Kéfera. Acompanho o canal dela faz alguns anos e curto bastante o material que ela produz. Não, não é o humor mais primoroso que existe no Brasil - e está longe de ser - mas acho ela divertida na medida certa. Fui ao cinema ver 'É Fada' sem expectativa nenhuma, já que a enxurrada de críticas negativas apareceu bem rápido e com força. Nos primeiros minutos de filme é possível detectar a pior coisa presente nele: a direção. Meu Deus do céu! Eu acho que nunca vi um filme tão mal dirigido na minha vida. O roteiro é baseado em um livro, mas essa estrutura já foi usada em diversos filmes - principalmente americanos. A diretora Cris D'Amato tem um péssimo currículo, mas aqui ela poderia ter usado a versatilidade da Kéfera para criar cenas que tinham potencial para se tornarem memoráveis. O roteiro tem algumas piadas legais e a Kéfera talvez seja a melhor coisa do filme. O modo como ela vai se transformando em diversos personagens diferentes com o desenvolver da (pouca) narrativa poderia ter sido muito melhor abordado se tivéssemos uma direção mais firme. O elenco coadjuvante não ajuda nem piora o filme, mas nenhum ali faz um trabalho que será lembrado. A ideia de colocar Kéfera em um filme de fantasia infantil é excelente, mas faltou polir mais o roteiro e chamar pessoas realmente interessadas em trazer essa história para a tela. A única pessoa que parece realmente animada é a própria Kéfera, pois todo o resto parece estar ali apenas para cumprir contrato e ganhar um dinheiro. 'É Fada' é um filme que não tinha um grande potencial, mas podia ter feito muito mais com o pouco que ele se propôs a apresentar. É um filme preguiçoso em vários sentidos e feito extremamente ás pressas. Kéfera tem talento SIM e merecia um projeto em que todos estivessem em sincronia. (É Fada. Dirigido por Cris D'Amato. Com Kéfera Buchman. Comédia. 86 min.)

NOTA: 3