13 de out de 2016

109. INVOCAÇÃO DO MAL 2 (2016)

Dá pra contar nos dedos de 1 mão quantas vezes uma sequência de um filme de horror acabou sendo tão boa quanto o primeiro. 'Invocação do Mal 2' é esse raro exemplo onde a continuação acaba surpreendendo por manter a qualidade do seu antecessor. O diretor James Wan usa com maestria os primeiros 30 minutos do filme para estabelecer as relações entre os personagens, mostrando com uma sutileza incrível o momento frágil em que o casal Warren se encontra, assim como os problemas familiares dos Hodgson. Assim que os eventos sobrenaturais começam a acontecer, o filme se transforma numa emocionante montanha-russa. Somos surpreendidos com sustos eficientes que usam e abusam dos clichês, mas tudo dirigido com extrema maestria. Patrick Wilson e Vera Farmiga retornam nos papéis dos Warren mostrando estarem mais a vontade na pele do casal. Já o elenco novo surpreende principalmente pela incrível atuação de Madison Wolfe. Certamente esta é uma atuação que entrará para a história do horror como uma das mais potentes já vistas no gênero. O roteiro escrito a 4 mãos não chega a ser tão redondo e fechado como o do primeiro, mas apresenta desenvolvimentos de personagens muito mais interessantes e convincente do que o filme anterior. Algumas situações e resoluções de problemas acabam soando forçadas demais, mas nada que prejudique o filme. 'Invocação do Mal 2' é um filme tão poderoso como seu antecessor, mas com mais cara de blockbuster. As mais de 2 horas de filme passam voando e é impossível não sair satisfeito já que os sustos vem de 5 em 5 minutos... e são todos muito eficientes! Mais um acerto na filmografia de James Wan. (The Conjuring 2. Dirigido por James Wan. Com Vera Farmiga e Patrick Wilson. Terror. 133 min.)

NOTA: 9.5

25 de mai de 2016

108. STRAIGHT OUTTA COMPTON (2015)

Entrei em 'Straight Outta Compton' de cabeça vazia e coração aberto. Eu não sabia nada sobre o N.W.A. e nem sobre sua importância para a música, já que hip hop não é meu estilo favorito de música. O filme segue a vida de 5 jovens enquanto eles criam um grupo de hip hop onde as letras das músicas refletiam da maneira mais bruta a realidade do lugar onde eles viviam. O filme aborda vários temas como racismo e desigualdade social de forma bastante eficiente. Para quem já assistiu a outros filmes biográficos de grandes nomes da música, talvez a história seja um pouco previsível. O filme mostra a ascensão do grupo, seu sucesso, depois o excesso de drogas e sexo, passando por brigas e depois uma crise. Mas isso não é uma fórmula de roteiro, mas sim uma realidade que muitos músicos de sucesso passam. O diretor F. Gary Gray já está no mercado faz algum tempo, mas nunca havia realizado um projeto de tamanha qualidade. O elenco está incrível, todos eles, sem exceção. Jason Mitchell (como Eazy-E) e  O'Shea Jackson, Jr (como Ice Cube) são os grandes destaques e torço pra ver eles mais vezes no cinema. 'Straight Outta Compton' é um filme muito bem conduzido, com personagens carismáticos e que certamente tem sua importância. Um filme obrigatório para quem é fã do N.W.A. e principalmente para quem não conhece eles (como eu). Uma história que as pessoas precisam saber que aconteceu. (Straight Outta Compton. Dirigido por F. Gary Gray. Com O'Shea Jackson, Jr e Jason Mitchell. Drama. 147 min.)

NOTA: 8

16 de mai de 2016

107. STEVE JOBS (2015)

Steve Jobs teve uma vida cheia de acertos e de criações fantásticas que deve ser fácil fazer um filme sobre a vida dele. A verdade é que a tarefa parece ser mais difícil do que parece. 'Jobs' de 2013 tentou adotar uma narrativa mais linear e acabou falhando em tudo a que se propôs. Já esse filme dirigido por Danny Boyle aborda a vida de Steve Jobs de uma forma bastante peculiar. O filme mantém seu foco em apenas 3 momentos da vida do cara: 1984, 1988 e 1998. Tudo nos bastidores de grandes lançamentos. São 2 horas de diálogos absurdamente incríveis e extremamente envolventes. O roteiro do filme é estupendo e dá uma verdadeira aula de relações entre personagens. Outro grande acerto foi a escalação do elenco. Michael Fassbender e Kate Winslet basicamente protagonizam juntos o filme, com o resto do elenco fazendo aparições ao longo da história. Apesar de ser ambientado em 3 grandes lançamentos, o roteiro prefere focar na parte pessoal de Steve Jobs. Raramente é falado sobre suas criações, e quando aparecem elas normalmente apresentam defeito. Danny Boyle criou um filme cheio de camadas e eu poderia ficar aqui escrevendo por horas sobre como o roteiro e a direção trabalham vários temas nas entrelinhas. 'Steve Jobs' certamente é um dos meus filmes favoritos de 2015, graças ao seu roteiro sensacional e às atuações de cair o queixo. (Steve Jobs. Dirigido por Danny Boyle. Com Michael Fassbender e Kate Winslet. Drama. 122 min.)

NOTA: 9

13 de mai de 2016

106. CREED (2015)

Já vou avisando logo de cara que não sou fã da série 'Rocky'. Assisti ao primeiro filme, mas não me chamou muito a atenção. Pode me julgar. Mas então apareceu 'Creed' e eu só ouvia coisas boas. Decidi dar uma chance e MEU DEUS! QUE FILMÃO! Eu não estava com vontade de assistir aos filmes do Rocky, então apenas dei uma pesquisada para saber por cima sobre o que se tratava cada filme e como foi a recepção do público e da crítica perante eles. Então tudo o que sei sobre Rocky é o que li. O que mais me impressionou em 'Creed' foi a criação daquele universo. Realmente parece ter sido feito por alguém que entende o que estava fazendo. O filme tem movimentos de câmera extremamente inspirados e uma edição bastante dinâmica. A trilha sonora também é mais um ponto alto do filme, sendo usada com muita sabedoria e em momentos que certamente farão os fãs vibrarem. Michael B. Jordan cria um personagem destemido e certo do que quer. Você realmente torce por ele.  Uma pena que sua atuação não tenha sido lembrada nas premiações desse ano. Já Sylvester Stallone foi muito lembrado e merecia ter ganho o Oscar que acabou indo para Mark Rylance. Este é o sexto filme onde ele interpreta Rocky, e é lindo o que ele faz com o personagem. 'Creed' parece ser o início de uma nova franquia que tem tudo para dar certo. Com um roteiro cheio de momentos épicos, atuações impactantes e uma direção certeira, 'Creed' acaba sendo um filme obrigatório. (Creed. Dirigido por Ryan Coogler. Com Michael B. Jordan e Sylvester Stallone. Drama. 133 min.)

NOTA: 8.5

11 de mai de 2016

105. A COLINA ESCARLATE (2015)

Na minha humilde opinião, Guillermo Del Toro é um dos melhores diretores trabalhando atualmente. Cada filme que ele dirige são projetos inspirados e visualmente estonteantes. Com 'A Colina Escarlate' não é muito diferente. O filme mistura elementos de suspense sobrenatural com fantasia e um forte romance. O roteiro investe bastante nas relações entre os personagens, com longos diálogos que enriquecem o universo criado, mas que às vezes acabam prejudicando o ritmo. As revira-voltas no final podem soar forçadas e até mesmo previsíveis, mas por outro lado elas acabam indo de acordo com tudo o que nos foi apresentado ao longo da narrativa. Assim como em TODOS os filmes do Del Toro, o visual de 'A Colina Escarlate' é sensacional. É inacreditável que o filme não sido indicado aos Oscars de Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte. Se não fosse a fotografia hipnotizante, o filme poderia ter sido facilmente entediante. O elenco está muito bem, principalmente Tom Hiddleston como o elegante Thomas Sharpe. Mia Wasikowska parece tentar demais e raramente consegue entregar algo acima da média. Del Toro é um dos cineastas que melhor sabe trabalhar o fantástico e o horror juntos, mas neste filme sinto que ele preferiu trabalhar o gótico e o romance. O filme tem sim seus elementos de terror e fantasia, mas no geral ele é muito mais um romance do que qualquer outra coisa. 'A Colina Escarlate' é um trabalho curioso e satisfatório. Tem um roteiro interessante - apesar dos defeitos - e uma cenografia belíssima. É Del Toro emulando Mario Bava no melhor sentido da palavra. (Crimson Peak. Dirigido por Guillermo Del Toro. Com Mia Wasikoska e Tom Hiddleston. Romance. 119 min.)

NOTA: 7

9 de mai de 2016

104. CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL (2016)

'Capitão América: Guerra Civil' tinha tudo para dar errado, mas - graças aos irmãos Russo - o resultado é bem diferente. Com uma base política bastante forte, o roteiro usa sua primeira metade para trabalhar as motivações do Homem de Ferro e do Capitão América. Ambos estão com propósitos diferentes, e o roteiro faz um trabalho incrível ao nos apresentar alguns dos melhores diálogos que já vimos em um filme da Marvel para justificar ações duvidosas de cada herói. Já a segunda metade é focada na ação e MEU DEUS! QUE CENAS DE AÇÃO!!! Os irmãos Russo já haviam mostrado que sabem dirigir ação em 'Capitão América: Soldado Invernal', mas o que eles fizeram neste filme é digno de aplausos... em pé! A cena do aeroporto ja é - pra mim -  a melhor cena de ação em um filme de super herói. São mais de 10 personagens lutando entre si e você entende perfeitamente tudo o que está acontecendo, já que a câmera faz questão de mostrar a contribuição de cada herói para aquela batalha. Só no pôster já são 10 personagens, mas não se engane, esse não é um filme dos Vingadores. Apesar da grande quantidade de personagens, Steve Rogers e Buck são os fios condutores da narrativa. Ainda é cedo para dizer se este é o melhor filme da Marvel, mas certamente é o mais bem escrito. Os diálogos, as motivações, as piadas, tudo é muito bem encaixado e perfeitamente desenvolvido. 'Capitão América: Guerra Civil' é o tipo de filme que vai agradar todo mundo. Tem ação, tem romance, tem drama, tem comédia. Tem tudo e mais um pouco. Obviamente um dos pontos altos na filmografia da Marvel Studios. (Captain America: Civil War. Dirigido por Joe & Anthony Russo. Com Chris Evnas e Robert Downey Jr. Ação. 146 min.)

NOTA: 9.5

7 de mai de 2016

103. MOGLI - O MENINO LOBO (2015)

O novo longa de Jon Favreau já pode servir como um dos melhores argumentos para aqueles que julgam refilmagens. 'The Jungle Book', livro de Rudyar Kipling, já teve diversas adaptações. Além de vários desenhos animados e 2 filmes em 1937 e 1942, a própria Disney fez um ótimo filme em 1994 e algumas sequências bobas diretas para VHS. Quase 50 anos depois da animação produzida por Walt Disney, Jon Favreau traz Mogli de volta às telas grandes, fazendo a melhor adaptação dos trabalhos de Kipling. O filme é ágil, divertido, engraçado e muitas vezes emocionante. Desde a abertura (com um lindo logotipo diferenciado da Disney) até os criativos créditos finais, meus olhos ficaram presos na tela. Cerca de 90% do filme é animação em CGI, mas tudo é tão bem feito que em nenhum momento você se pergunta se aquilo tudo é real ou não. A imersão é tanta e Neel Sethi é tão carismático que todo aquele cenário e personagens computadorizados acabam soando perfeitamente críveis na tela. A trilha de John Debney é outro ponto positivo e que enriquece o longa de forma inacreditável. As cenas de Mogli correndo pela floresta e subindo nos galhos das árvores não teriam o mesmo impacto sem a trilha freneticamente encantadora de Debney. 'Mogli - O Menino Lobo' é quase perfeito. Talvez tenha uma leve gordurinha na parte dos macacos, mas nada que prejudique o ritmo do filme. Jon Favreau provou - mais uma vez - que idéias batidas e já aproveitadas anteriormente podem render coisas novas. Certamente um dos melhores filmes do ano. (The Jungle Book. Dirigido por Jon Favreau. Com Bill Murray, Ben Kingsley, Idris Elba, Lupita Nyong'o, Scarlett Johansson, Giancarlo Esposito, Christopher Walken e Neel Sethi. Aventura. 105 min.)

NOTA: 9.5

5 de mai de 2016

102. DEADPOOL (2016)

'Deadpool' deu tão certo, mas tão certo, que é difícil entender os motivos que fizeram esse filme ficar engavetado por anos. Talvez o maior acerto do filme seja sua campanha publicitária. Nunca um filme foi tão honestamente vendido. Os trailers mostravam pouco, mas se mantinham fiéis ao espírito do personagem. A estrutura narrativa de 'Deadpool' não é nada inovadora, já que ele utiliza o mesmo formato usado em 90% dos filmes de quadrinhos. A diferença está em Ryan Reynolds, que mostrou ter estudado o personagem, criando um Deadpool honesto com aquilo visto nos quadrinhos. O resto do elenco está bom, sem comprometer ou elevar a qualidade do filme. Outro ponto bastante positivo é a edição. Normalmente em filmes de origens nós só vemos o super-herói pronto e em ação por volta de 1 hora. Neste filme é diferente, pois já começamos com Deadpool em atividade para depois sermos apresentados à origem. A edição dinâmica e o excelente timing cômico do roteiro deixam o filme super ágil, fazendo as quase 2 horas passarem voando. 'Deadpool' certamente é um dos projetos mais arriscados dos últimos anos é muito bom ver que os envolvidos na produção tiveram a coragem de criar um personagem bastante fiel aos quadrinhos e fazer um filme mais voltado para o público adulto. Extremamente violento, divertido e engraçado, 'Deadpool' vai mudar algumas coisas em Hollywood. Pode ter certeza que filmes de super heróis serão um pouco diferentes a partir de agora. (Deadpool. Dirigido por Tim Miller. Com Ryan Reynolds. Ação. 108 min.)

NOTA: 8.5

5 de abr de 2016

101. 007 CONTRA SPECTRE (2015)

Daniel Craig é o 007 das homenagens. Todos os filmes protagonizados por ele têm uma preocupação enorme em relembrar elementos clássicos da franquia. 'Spectre' - quarto filme da franquia protagonizado por Craig - talvez seja o filme que mais apresenta referências à franquia, porém 'Skyfall' conseguiu fazer isso de forma mais orgânica. Em termos narrativos, talvez este seja o mais fraco dessa nova leva. O roteiro é monótono e cheio de revira-voltas extremamente previsíveis. As referências e homenagens soam forçadas e colocadas de qualquer jeito no desenvolver da narrativa, algo que não vemos em 'Skyfall'. Sam Mendes volta após dirigir o filme anterior, novamente criando um trabalho visualmente estonteante. Desde a cena de abertura, somos fisgados graças ao visual e às cenas de ação muito bem coreografadas e elaboradas. Mas apenas isso não segura o filme. Junto ao roteiro, Christoph Waltz é o maior problema do filme. Na verdade ele está ok no papel do icônico vilão Blofeld, mas isso é desnecessariamente mantido em segredo, chegando a ser uma das revira-voltas mais importantes do filme. Daniel Craig está novamente excelente como 007, se firmando cada vez mais como o melhor Bond até hoje. 'Spectre' está longe de ser um filme ruim, mas perto de outros títulos recentes da franquia como 'Cassino Royale' e 'Skyfall' este novo capítulo acaba sendo bem decepcionante. Mas ainda assim, tem bons momentos. (Spectre. Dirigido por Sam Mendes. Com Daniel Craig e Christoph Waltz. Ação. 148 min.)

NOTA: 6.5

4 de abr de 2016

100. SNOOPY & CHARLIE BROWN (2015)

Este não é o primeiro filme da turma de Charlie Brown nos cinemas, mas certamente é o filme ideal para apresentar os personagens para essa nova geração. As animações foram extremamente populares do final da década de 70 até a década de 90. Eu olhava muito os desenhos no Cartoon Network e sempre gravava quando algum dos filmes eram exibidos. Talvez este tenha sido o primeiro projeto anunciado pela Blue Sky que eu realmente me interessei e fiquei ansioso esperando pra ver o resultado final. Com cada trailer e cada poster, minha expectativa aumentava. Eu esperava muito deste filme, e fui muito bem recompensado. O roteiro é excelente e consegue te colocar perfeitamente no universo criado por Charles M. Schulz. O filme foi feito em 3D, algo que me incomodou logo quando eu soube da notícia. Mas a verdade é que o estilo de animação manteve um respeito sensasional, emulando diversos aspectos das animações originais mas ressaltando com a excelência do 3D. Apesar de ter feito algum dinheiro, é uma pena que o filme não tenha alcançado o sucesso esperado (em termos de dinheiro). Por outro lado, a Blue Sky conseguiu criar um romance admirável, com algumas cenas de ação alucinantes e um estilo visual inesquecível. Tem alguns pequenos problemas como as cenas com Snoopy que atrapalham a narrativa principal, mas nada que prejudique o filme consideravelmente. 'Snoopy & Charlie Brown' é um filme essencial para crianças e adultos! (The Peanuts Movie. Dirigido por Steve Martino. Romance / Aventura. 88 min.)

NOTA: 8.5

31 de mar de 2016

99. BATMAN v SUPERMAN - A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016)

É bem difícil escrever sobre esse filme. Por mais que eu tenha gostado de MUITA coisa nele, os defeitos são gritantes e imperdoáveis. Zack Snyder peca na direção em vários momentos assim como o roteiro não coopera para a coisa funcionar. Não entendo por que a Lois é basicamente a personagem central do filme, aparecendo muito mais do que devia. Jesse Eisenberg como Lex Luthor não funciona nem um pouco, e ás vezes lembrava o Coringa. Mulher Maravilha ficou incrível e suas cenas de ação são algumas das melhores do filme, mas narrativamente ela é imprestável. Ela poderia ser tirada do filme sem fazer falta já que a personagem pouco importa para a trama. A Liga da Justiça é apresentada em forma de um email. Batman e Superman se enfrentam apenas 1 vez e por apenas 8 minutos. Sim, isso mesmo! E o motivo que faz a rivalidade acabar é absurdamente ridícula, gerando risadas na sala de cinema. A luta começa com Batman dando tiros e socos em Superman. Um personagem como ele teria sido mais inteligente nas suas táticas. O vilão Apocalypse é bastante ameaçador, mas visualmente ele ficou muito cartunesco. Por outro lado, a trilha sonora é incrível (mesmo que seja usada em vários momentos errados) e os temas criados são perfeitamente imponentes. Visualmente o filme está impecável, como todos os filmes do Zack Snyder. A fotografia, os figurinos, a direção de arte, tudo está lindo nesse filme. Ben Affleck está perfeito como Batman, e talvez seja o melhor Batman até hoje. No geral, o filme acaba tendo mais erros do que acertos. Porém, a nerdisse aqui falou mais alto e ver Batman e Superman no mesmo filme é emocionante. Eu realmente gostaria que Zack Snyder caísse fora do projeto 'Liga da Justiça' já que a direção dele é bem duvidosa em vários momentos. 'BvS' é um filme visualmente fantástico, mas narrativamente decepcionante. Uma experiência apenas ok. (Batman vs. Superman - Dawn of Justice. Dirigido por Zack Snyder. Ação. 152 min.)


NOTA: 6

7 de mar de 2016

98. CAROL (2015)

Dentre todas injustiças que aconteceram no Oscar 2016, a ausência de 'Carol' na categoria de Melhor Filme talvez seja uma das mais significativas. Lembrado pelo seu visual (nas categorias de Fotografia e Figurino), pelo seu texto (na categoria de Roteiro Adaptado) e pelas atuações (nas categorias de Atriz e Atriz Coadjuvante), fica difícil acreditar que a Academia não o colocou entre os melhores do ano. Mesmo assim, tenho certeza que o filme será tão lembrado quanto (talvez até mais) os principais vencedores deste Oscar. 'Carol' conta a história de um romance entre uma garota, Therese e uma mulher mais velha, Carol. Como esperado, as duas passam por dificuldades pessoais ao tentarem viver esse romance. O filme tem um tema bastante difícil de ser contado com naturalidade, mas o diretor Todd Haynes conseguiu criar uma obra intimista e sem medo de questionar certos valores da época, mas que ainda se aplicam nos dias de hoje. O roteiro é quase poético de tão leve com que a narrativa se desenvolve. Os diálogos e a interação entre Therese e Carol são extremamente genuínas e de uma beleza notável. Cate Blanchett está admirável no papel principal, criando mais uma personagem forte. Rooney Mara vem cada vez me impressionando mais com cada filme que ela vem fazendo. Não se confunda com a indicação da atriz na categoria de Atriz Coadjuvante, pois sua personagem é tão principal quanto a personagem-título. Ao fim, 'Carol' é um romance lindo, muito bem contado e atuado, com uma trilha sonora deliciosa e um desfecho que me deixou bastante satisfeito! (Idem. Dirigido por Todd Haynes. Com Cate Blanchett e Rooney Mara. Romance. 118 min.)

NOTA: 9

16 de fev de 2016

97. SCREAM QUEENS (2015)

Criado pela mesma equipe de 'Amerian Horror Story', 'Scream Queens' é mais uma série de antologia onde cada temporada contará uma história com início, meio e fim. Diferente de 'AHS'. esta aqui investe muito mais no humor do que no horror. Porém quando as cenas de horror acontecem, elas se mostram extremamente gráficas e violentas. O excesso de humor faz com que o público seja pego de surpresa com as cenas violentas, e isso certamente tem seu valor. O roteiro é bem desenvolvido e é recheado de personagens interessantes. Assim como em - quase - toda série, essa daqui tem seus 2 ou 3 episódios no meio da temporada onde pouca coisa importante acontece, mas em compensação os últimos acabam elevando (e MUITO!) a qualidade da série. O tom é bastante teatral, fazendo com que muitas das situações e das atuações acabem soando forçadas e completamente o oposto da realidade, mas essa é exatamente a proposta da série. Os bons filmes slasher dos anos 80 eram absurdos, contavam histórias malucas e cheios de situações inusitadas. 'Scream Queens' tem tudo isso e mais um pouco. O visual da série lindo, a fotografia é de cair o queixo, os figurinos são absurdamente lindos e a trilha sonora é poderosa. Sem contar as performances hilariantes de Jamie Lee Curtis, Emma Roberts e principalmente Billie Lourd. Talvez não agrade todo mundo devido ao seu tom sátirico e extremamente exagerado, mas aqueles que conseguirem entrar na vibe de 'Scream Queens' irão se divertir pra caramba! (Idem. Com Emma Roberts, Lea Michelle e Jamie Lee Curtis. 13 ep. - 42 min.  Terror / Comédia.)

NOTA: 9

31 de jan de 2016

96. AMY (2015)

Tive o privilégio de assistir a este documentário numa sala de cinema lotada, em uma das poucas sessões que o filme teve aqui no Brasil. Sou fã da cantora desde o lançamento de 'Rehab' no final de 2006, e com o passar do tempo uma das coisas que eu mais me perguntava era: "Cadê a família dessa menina?". O diretor Asif Kapadia basicamente respondeu essa pergunta com o documentário 'Amy'. O pai de Amy, Mitch, vem dando diversas entrevistas em canais britânicos condenando o documentário por colocá-lo como vilão da história. A verdade é que diversas vezes tive vontade de socar a tela, apavorado com algumas imagens que o documentário mostrava. Totalmente construído apenas com imagens de arquivo, o diretor conseguiu construir uma narrativa perfeitamente equilibrada com diversos elementos como romance, drama, humor e até mesmo horror em alguns momentos. O diretor já havia usado esse estilo no documentário 'Senna', mas em 'Amy' isso funcionou muito melhor já que a vida da cantora era extremamente pública, o que facilitou na procura de materiais relevantes. Essa história de ascensão, sucesso e declínio já foi vista diversas vezes, principalmente no mundo da música. Muitos artistas acabam tendo o mesmo destino, mas a diferença com 'Amy' é que tudo isso foi acompanhado pelo grande público já que paparazzis a perseguiam e filmavam basicamente tudo o que ela fazia. A quantidade de material impressionante faz de 'Amy' um verdadeiro tesouro para os fãs da cantora. Para aqueles que não são tão fã, fica a dica para um excelente documentário, com uma história forte e construído de um modo extremamente original e impactante. (Idem. Dirigido por Asif Kapadia. Documentário. 128 min.)

NOTA: 9.5

30 de jan de 2016

95. MISSÃO: IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA (2015)

É oficial! 'Missão: Impossível' pode ser facilmente considerada a melhor franquia de ação atualmente nos cinemas. No quesito números 'Velozes e Furiosos' e '007' levam a melhor, pois ambos já tiveram filmes que chegaram a casa do bilhão. Mas raramente tivemos no cinema uma franquia que mantivesse uma certa consistência na qualidade por tanto tempo. A cada filme lançado surgem boatos de uma possível troca de ator, já que Tom Cruise está ficando 'velho' e os filmes demoram alguns anos para serem produzidos. A verdade é que Tom Cruise está cada vez melhor em cena. Filmes como 'No Limite do Amanhã' e 'Jack Reacher' mostram que o ator ainda têm muito fôlego para carregar filmes desse tipo. 'Nação Secreta', 5º filme da franquia, é um pouco mais sério que os outros capítulos, mas ele não chega a abandonar o humor por completo. O roteiro é esperto e cheio de cenas memoráveis, assim como situações inusitadas e muito bem construídas. Rebecca Ferguson está absurdamente fantástica no papel de Ilsa Faust, e tenho certeza que este será um nome que ainda fará bastante barulho em Hollywood. Ao contrário da franquia 007, 'Missão: Impossível' é uma franquia de time, e o time vem cada vez funcionando melhor graças ao elenco fenomenal que eles vêm construindo ao longo dos filmes. 'Velozes e Furiosos' demorou 5 filmes até começar a ficar bom, já James Bond é cheio de altos e baixos pois não é todo ano que temos um 'Skyfall'. 'M:I' teve um início genial com Brian DePalma e as últimas 3 sequências são simplesmente incríveis (sendo o segundo filme o único bem abaixo da média). Uma franquia que não mostra sinais de cansaço e que obviamente ainda vai continuar nos cinemas por muitos anos. (Mission: Impossible - Rogue Nation. Dirigido por Christopher McQuarrie. Com Tom Cruise, Jeremy Renner, Simon Pegg e Rebecca Ferguson. Ação. 131 min.)

NOTA: 9

29 de jan de 2016

94. PONTYPOOL (2008)

Não é todo ano que temos um filme de terror que arrisca sair da mesmice. 'Pontypool', longa canadense de 2008 é um filme de terror que certamente não vai agradar todo mundo, mas é inegável que o filme é de uma originalidade singular. Ambientado inteiramente dentro de uma rádio, o filme mostra um grupo de pessoas reagindo a estranhos acontecimentos que estão ocorrendo na cidade. Os relatos são recebidos através de ligações que pessoas fazem à rádio, e o modo como o filme mostra isso pode ser frustrante para certas pessoas. Durante 50 minutos pouca coisa importante acontece, mas o filme gasta um tempo enorme criando uma relação interessante entre o radialista e as outras pessoas na rádio. A reviravolta e a descoberta do que realmente está acontecendo certamente está entre os momentos mais originais que já vi em um filme. Alguns não compram a ideia, mas quem compra acaba se divertindo demais já que o modo como o filme lida com isso é certamente admirável. Muito diferente do que estamos acostumados, 'Pontypool' é um suspense muito bem construído mas que realmente peca na primeira metade pelo seu ritmo lento. No geral é um filme com um clima bastante tenso e com um roteiro sensacional, além disso o filme apresenta atuações literalmente fantásticas e reviravoltas extremamente originais. Um filme difícil de agradar todo mundo, mas certamente é um filme que você não vai esquecer. (Idem. Dirigido por Bruce Mcdonald. Com Stephen McHattie. Suspense. 95 min.)

NOTA: 8.5

28 de jan de 2016

93. STAR WARS - O DESPERTAR DA FORÇA (2015)

Demorei para escrever sobre 'Star Wars - Episódio 7' pois queria ter a certeza de que a qualidade do filme não seria influencia pelo hype criado em cima dele. Tudo a respeito do novo filme estava lindo. Foram 4 idas ao cinema, assistindo ao filme em todos os formatos possíveis e várias semanas pensando se realmente esse filme era bom ou se seria bom apenas durante alguns dias, como foi com em 'Episódio I'. Diferente do filme de 1999, o novo retorno de 'Star Wars' aos cinemas é realmente justificável e acabou rendendo um dos melhores filmes do ano. 'O Despertar da Força' basicamente segue a mesma fórmula de 'Uma Nova Esperança', e - pra mim - essa é uma das melhores qualidades do filme já que o longa de 77 é um ótimo filme. Ainda assim, J.J. Abrams ainda colocou fortes elementos de 'O Império Contra-Ataca' e 'O Retorno de Jedi' no terceiro ato do filme. O elenco da trilogia original está excelente, principalmente Harrison Ford. Realmente fiquei surpreso com Han Solo no filme, pois não esperava que o personagem seria tão presente do início ao fim. Mas quem realmente rouba a cena são os rostos novos na franquia. Daisy Ridley e John Boyega tem uma química fantástica e seus personagens talvez sejam os maiores mistérios da nova trilogia, já que nada é explicado sobre eles. Também tem Adam Driver como vilão Kylo Ren, um personagem cheio de camadas e em pleno desenvolvimento. 'Star Wars - O Despertar da Força' é uma aventura excelente, com um visual incrível e cenas de ação que só um episódio de 'Star Wars' pode apresentar. Filme indispensável para qualquer tipo de cinéfilo. (Star Wars - The Force Awakens. Dirigido por J.J. Abrams. Com John Boyega, Daisy Ridley, Oscar Isaac. Adam Driver e Harrison Ford. Aventura. 135 min.)

NOTA: 9.5

27 de jan de 2016

92. OS 8 ODIADOS (2015)

Sim eu sou apaixonado por Tarantino e quando me perguntam sobre meus filmes favoritos, 'Bastardos Inglórios' sempre tá presente na lista. O diretor sempre tratou seus filmes como faroestes, mas foi em 'Django Livre' que ele literalmente dirigiu um faroeste. Voltando ao gênero no seu mais novo filme - 'Os 8 Odiados' - Tarantino cria um faroeste com um forte clima de suspense presente durante o filme todo. Abientado quase todo dentro de um posto de parada para viajantes, o roteiro é excelente ao criar uma história envolvente e cheia de diálogos memoráveis. As atuações são incríveis, com Jennifer Jason Leigh e Samuel L. Jackson dando um show em tela. A fotografia do filme talvez seja um dos personagens principais. Filmado em 70mm, o filme possui uma tela tão larga quanto a de 'Ben Hur' (Idem, 1959), o que gera muito mais material para trabalhar na cenografia, principalmente nos cantos (e Tarantino faz isso de forma genial). Junto de tudo isso tem a trilha sonora fantástica de Ennio Morricone, sendo o principal fator a dar o clima de suspense no filme. Apesar de tantas qualidades, o filme está bem abaixo daquilo que Tarantino já apresentou, mas - também - está bem acima do que estamos acostumados a ver no cinema. O filme é extremamente longo e fica bastante cansativo em algumas partes, mostrando que Quentin talvez tenha se excedido um pouco ao tentar criar um épico tanto em escala quanto em duração. Mas graças ao roteiro e às atuações, o filme se mantém interessante durante 80% do tempo e certamente vai agradar a maioria. (The Hateful Eight. Dirigido por Quentin Tarantino. Com Jennifer Jason Leigh e Samuel L. Jackson. 167 min.)

NOTA: 7

26 de jan de 2016

91. THE JINX (2015)

Já vou começar dizendo que 'The Jinx' é uma das melhores coisas que já vi na minha vida e tenho certeza que ainda vou rever várias vezes essa minissérie. Exibida na HBO em 6 episódios, 'The Jinx' é uma longa entrevista que o notório Robert Durst concedeu ao diretor Andrew Jarecki. Robert Durst foi suspeito de matar a mulher e a melhor amiga, mas foi inocentado de ambos casos. Também foi acusado de matar o vizinho, mas como alegou legítima defesa, ele acabou sendo inocentado. O diretor Andrew Jarecki fez um filme sobre Durst, o que chamou a atenção do próprio. Robert ligou para o diretor de 'Entre Segredos e Mentiras' (All Good Things, 2010) e pediu para ser entrevistado pelo mesmo. O diretor aceitou na hora, e o resultado é 'The Jinx'. Jarecki não explora apenas os assassinatos de Durst, mas sim sua vida inteira, procurando buscar a verdadeira fonte do problema. Vindo de uma família extremamente rica, Durst sempre foi considerado a ovelha negra e é descrito por várias pessoas no documentário como alguém estranho. Mas a verdade é que o que acabamos vendo é um senhor bastante tímido, com uma voz calma e bastante carismático. Ao longo do documentário, detalhes mórbidos sobre os crimes vão sendo expostos e fica cada vez mais difícil de acreditar que aquele senhor tenha cometido esses crimes. Cheio de revira-voltas e com um desfecho de deixar qualquer pessoa boquiaberta, 'The Jinx' é certamente um dos melhores momentos da HBO e um dos melhores momentos da TV americana. Uma verdadeira obra de arte do início ao fim. (Idem. Dirigido por Andrew Jarecki. Documentário. 6 ep - 55 min.)

NOTA: 10

25 de jan de 2016

90. MAKING A MURDERER (2015)

'Making a Murderer' é uma minissérie da Netflix que consiste em 10 episódios de 1 hora cada. O projeto mostra como Steven Avery passou de condenado por estupro à inocente erroneamente condenado pela justiça e novamente condenado por assassinato. Em 1985 Steven foi preso pelo estupro de uma jovem e pelos próximos 18 anos ele ficou preso. Após o DNA mostrar que outro homem foi o assassino, Steven foi solto e passou 2 anos livre até que o carro de uma garota desaparecida foi achado no seu ferro velho, junto com pedaços de ossos em uma fogueira. A partir daí o documentário embarca em uma série de imagens de julgamentos abordando diversos erros na investigação e levantando a suspeita de que tudo foi armado pela justiça da cidade Manitowoc, após Steven pedir U$36 milhões por ter passar 18 anos na prisão. Apesar de apresentar mais indícios de sua inocência, a série mostra diversos fatos que realmente apontam para Steve como o assassino. Durante os 10 episódios eu ficava mudando de opinião o tempo todo e logo notei que várias pessoas que também assistiram à série também fizeram isso. A edição é fantástica, deixando o que poderia ser facilmente um produto monótomo e chato em um suspense de tribunal de alta qualidade. Se Steven Avery é culpado ou não ninguém sabe, mas o documentário apresenta provas o suficiente para que tiremos ambas conclusões, o que torna tudo muito mais interessante de se assistir. Um dos projetos mais audaciosos da Netflix e certamente um dos melhores! (Idem. Dirigido por Laura Ricciardi e Moira Demos. Documentário. 10 ep - 1h)

NOTA: 8.5

24 de jan de 2016

89. ASH VS. EVIL DEAD (2015)

Ás vezes eu paro pra pensar se isso realmente aconteceu. Foram tantos anos até 'Evil Dead' voltar aos cinemas, e ele voltou em 2013 com o excelente remake dirigido por Fede Alvarez. Pouco tempo depois foi anunciado que uma continuação direta da trilogia original seria feita em formato de série para a TV. De início duvidei da qualidade da produção, mas ainda bem que eu estava enganado. Dividida em 10 episódios de 25 minutos, a série mostra Ash novamente invocando os demônios presos no livro Necronomicon. A cada episódio Ash e a dupla Pablo e Kelly encontram personagens que os ajudam a ir resolvendo o problema, sempre com um senso de humor incrível e cenas de violência extremamente fortes e cheias de sangue. E é isso que a série faz de melhor, misturar a violência absurda junto com um humor delicioso, fazendo cada um dos 10 episódios terem o mesmo clima que os filmes tinham. Toda a parte técnica da série está muito melhor que a maioria dos filmes que vejo por aí. A fotografia é linda e cheia de ângulos malucos, a direção de arte é absurdamente fantástica. Mas nada disso faria sentido se não fosse a atuação incrível de Bruce Campbell como Ash. O cara conhece esse personagem desde que ele tinha 23 anos e fica óbvio que na série ele tem um desenvolvimento muito bem construído. O fato de a série ser bem curta faz com que possamos ver tudo junto como se fosse um filme, e fazendo isso torna a experiência ainda mais fantástica. 'Ash Vs. Evil Dead' certamente é umas das coisas mais lindas e originais atualmente na TV americana. Um seriado que não vai fazer o sucesso que merece, mas tomara que faça o bastante para continuar por mais alguns anos no ar. Excelente! (Idem. Com Bruce Campbell e Lucy Lawless. Terror/Comédia. 10 ep - 25 min.)

NOTA: 10

23 de jan de 2016

88. A TRAVESSIA (2015)

Eu gosto de 'O Expresso Polar' e 'Náufrago', mas a última vez que eu realmente fiquei encantado com algum filme do diretor Robert Zemeckis foi com 'Contato' em 1998. Seu mais novo trabalho, 'A Travessia' me cativou de um jeito que eu realmente não esperava. O filme basicamente é uma versão Hollywoodiana do documentário vencedor do Oscar, 'O Equilibrista' (Man on Wire, 2008), que mostra quando Philippe Petit atravessou as Torres Gêmeas em cima de um cabo e sem proteção alguma. Eu sabia desse acontecimento, mas sem nenhum detalhe, apenas tinha visto fotos do ocorrido. Fiquei muito surpreso ao ver que tudo foi feito ilegalmente, com a equipe de Petit invadindo no World Trade Center cheios de disfarces. Ás vezes a história fica tão absurda que realmente parece mentira, isso fez eu ir correndo ver o documentário logo após ter visto este filme. Para minha surpresa estava tudo lá, até mesmo o homem que encontrou eles no telhado do prédio e não fez absolutamente nada. Os últimos 30 minutos, que mostram a travessia em si, certamente estão entre os momentos mais emocionantes que vi no cinema. Chorei como uma menininha do início ao fim da cena. Joseph Gordon-Levitt está incrível no papel de Petit, com o sotaque forte idêntico ao dele. Os efeitos especiais do filme também estão absurdamente lindos, retratando os prédios da forma mais épica possível. 'A Travessia' é um filme com uma história inacreditavelmente emocionante, dirigido de forma elegante e com um visual estonteante. Certamente um dos melhores do ano. (The Walk. Dirigido por Robert Zemeckis. Com Joseph Gordon-Levitt. Aventura. 123 min.)

NOTA: 9.5

22 de jan de 2016

87. EVERESTE (2015)

Em 2015 tiveram 2 filmes baseados em fatos reais que gostei muito. Um deles foi 'A Travessia' dirigido por Robert Zemeckis e que considero facilmente um dos melhores do ano. O outro foi 'Evereste', um drama com uma história incrível e personagens fantásticos. Tanto 'A Travessia' como 'Evereste' mostram humanois fazendo coisas incríveis em lugares extremamente altos. A diferença é que na história dirigida por Zemeckis o experimento dá super certo, já em 'Evereste' tudo dá muito errado na expedição. O filme conta a história de um grupo de pessoas que decidem escalar o Monte Evereste, mas ao longo do percurso coisas começam a dar bastante errado, causando a morte de alguns. Este foi aquele tipo de filme que assim que acabou fui direto pesquisar sobre o caso real, pois as coisas que aconteciam no filme eram tão incríveis que não parecia ter sido uma história real - mas era. O fato de algumas pessoas sobreviverem em condições tão extremas foi o que mais me deixou chocado, e quando ao final do filme aparecem fotos originais da equipe, foi bastante emocionante. Diferente de 'A Travessia' não coloquei 'Evereste' na minha lista de melhores de 2015. É um filme excelente, mas que possui alguns problemas, principalmente na edição, mas mesmo assim é muito bem dirigido e relata um acontecimento de forma bastante realista. (Everest. Dirigido por Baltasar Kormákur. Com Jason Clarke, Josh Brolin, Sam Worthington e Jake Gyllenhaal. Drama. 121 min.)

NOTA: 8

21 de jan de 2016

86. A ESPIÃ QUE SABIA DE MENOS (2015)

Melissa McCarthy nos últimos anos vem ganhando cada vez mais o meu coração. Em 'A Espiã Que Sabia De Menos' ela ganhou ele por inteiro. Do início ao fim fiquei preso na narrativa e gargalhei como nunca havia gargalhado num cinema. A interação das personagens de Melissa e Rose Byrne é absolutamente fantástica. Rose interpreta a vilã do filme que acaba contratando a personagem de Melissa como sua guarda-costas. O roteiro, escrito pelo diretor Paul Feig, é absurdamente inteligente, cheio de revira-voltas interessantes e com piadas extremamente engraçadas. A direção foi algo que me chamou muito a atenção, principalmente nas cenas de ação. Dirigir ação não é algo fácil, comédia então nem se fala, e Paul Feig conseguiu juntar os 2 de forma tão orgânica fazendo as mais de 2 horas passarem muito rápido. Eu não me surpreenderia se uma franquia nascesse de 'A Espiã Que Sabia de Menos', já que o filme deu um certo dinheiro e foi muito bem avaliado pela crítica e pelo público. Eu sabia que isso dificilmente aconteceria, mas queria muito ter visto Melissa indicada ao Oscar pelo filme, o que aconteceu em diversas premiações - incluindo o Globo de Ouro. Este certamente é o filme mais engraçado de 2015, talvez o mais engraçado dos últimos anos. (Spy. Dirigido por Paul Feig. Com Melissa McCarthy, Rose Byrne e Jude Law. Comédia/Ação. 120 min.)

NOTA: 9

20 de jan de 2016

85. O BOM DINOSSAURO (2015)

2015 marcou a primeira vez que a Pixar lançou 2 filmes em um mesmo ano. Enquanto 'Divertida Mente' arrecadou cerca de U$850 milhões. 'O Bom Dinossauro' arrecadou apenas U$270 milhões. Há quem diga que o fato de lançar 2 filmes num mesmo ano foi o que carretou no fracasso do filme, mas também tem aqueles que afirmam que se o filme fosse melhor, talvez fizesse mais dinheiro. 'O Bom Dinossauro' está longe de ser um dos melhores filmes da Pixar, mas até mesmo os projetos mais fracos do estúdio estão bem acima da média. Do início ao fim o filme lembra - e MUITO! - 'O Rei Leão', no bom sentido. O filme emula diversos acontecimentos em 'O Rei Leão' de forma igualmente emocionante, fazendo de 'O Bom Dinossauro' mais um filme na lista da Pixar que vai fazer o público sair chorando. Os personagens são extremamente cativantes e o design deles é fantástico. Os cenários são tão bem desenhados que lembram paisagens reais. A junção dos cenários realistas com os personagens cartunescos fazem com que o filme tenha um visual bem diferente do que foi feito até agora no estúdio. Eu vi o filme numa sala de cinema lotada por crianças e seus pais, e poucas vezes vi o tipo de reação que vi em 'O Bom Dinossauro'. As crianças interagiam demais com o filme e riam em conjunto, enquanto no final eram os pais que saíam do cinema chorando. Isso mostrou que a Pixar acertou novamente, mas talvez não na mesma escala que 'Divertida Mente' ou 'Toy Story 3'. É uma pena que o filme tenha ido mal de bilheteria, pois mesmo contando uma história que já vimos antes, o filme é lindo e emocionante. (The Good Dinossaur. Dirigido por Peter Sohn. Aventura. 100 min.)

NOTA: 8